ÚLTIMOS POSTS
14/02/2026
PRESIDENTE VARGAS CELEBRA 61 ANOS DE EMANCIPAÇÃO POLÍTICA COM INAUGURAÇÕES E GRANDE FESTA POPULAR.
OPERAÇÃO "CARNAVAL SEGURO" REFORÇA SEGURANÇA NAS CIDADES DE VARGEM GRANDE E NINA RODRIGUES.
POLÍCIA CIVIL DO MARANHÃO INCINERA DROGAS APREENDIDAS EM AÇÃO CONTRA O TRÁFICO EM VARGEM GRANDE
13/02/2026
DENÚNCIA “NEPOTISMO E FRAUDE EM NINA RODRIGUES: PARENTES E CABOS ELEITORAIS RECEBEM SALÁRIOS SEM TRABALHAR”
PERDA DA SECID EXPÕE DESESPERO DA OPOSIÇÃO E VIRA ATAQUES PESSOAL A ALBERTO BASTOS
O que se viu na sessão desta quinta-feira (12), na Assembleia Legislativa do Maranhão, foi menos debate técnico e mais demonstração de desespero político.
A oposição resolveu transformar o plenário em palco de ataques ao secretário de Cidades, Alberto Bastos. O pano de fundo é evidente: a perda do controle da Secretaria de Cidades e Desenvolvimento Urbano (Secid), pasta que durante anos esteve sob forte influência do grupo ligado ao deputado federal Márcio Jerry.
A mudança de comando parece ter atingido em cheio antigos ocupantes do espaço político. Bastos, defensor de carreira, assumiu a secretaria promovendo ajustes administrativos e reorganizando equipes — algo natural em qualquer transição de gestão, mas que passou a ser tratado como afronta por setores oposicionistas.
Coube a parlamentares governistas reagirem. Yglésio Moyses destacou que o secretário apresentou certidões comprovando não responder a indiciamentos ou denúncias, desmontando ilações lançadas em plenário.
Já Catulé Júnior foi além e apontou o que classificou como tentativa clara de obstrução de pauta. O debate oficial tratava da indicação feita pelo governador Carlos Brandão para interventor em Turilândia, mas a oposição preferiu deslocar o foco para ataques pessoais.
“Confundem alhos com bugalhos”, resumiu Catulé, evidenciando a estratégia de desviar o centro da discussão.
O vice-presidente da CCJ, Florêncio Neto, também reforçou que o nome do secretário foi inserido artificialmente no debate, sem relação direta com a pauta.
Nos corredores da Alema, a interpretação é uma só: mais do que questionamentos administrativos, o que está em jogo é a perda de influência. E quando o espaço político diminui, o discurso costuma ficar mais agressivo.
JORNALISTA:JOSINALDO SOARES REGISTRO:0001662/MA
CANAVAL NA FRENTE A VERDADEIRA PRIORIDADE POR TRÁS DO EMBATE ENTRE BRAIDE E A CÂMARA DE SÃO LUÍS
A narrativa construída pelo prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), de que o embate com a Câmara Municipal era para assegurar recursos da Saúde e da Educação começa a perder sustentação. A movimentação mais recente da gestão revela que a “urgência” não estava no Hospital da Cidade, nem nas unidades básicas, na aplicação do Fundeb e muito menos no reajuste dos professores. O foco era outro: o Carnaval 2026.
Na tarde desta quinta-feira (12), Braide voltou a recorrer ao desembargador Jorge Rachid Mubárack Maluf pedindo providências adicionais em decisão anterior, alegando “fato superveniente relevante”, com base no artigo 493 do Código de Processo Civil. E qual seria esse fato urgente? O Carnaval.
Na decisão anterior, o magistrado havia autorizado abertura de créditos suplementares exclusivamente vinculados a despesas essenciais já descritas no processo — como:
• Segunda etapa da reforma do Hospital da Cidade (R$ 12,6 milhões);
• Reforma da Clínica da Família Nazaré Neiva (R$ 2,9 milhões);
• Construção da UBS da Ribeira (R$ 2,3 milhões);
• Aplicação de recursos de emenda federal para insumos hospitalares;
• Utilização de até 10% do FUNDEB no primeiro quadrimestre.
Ou seja, a autorização judicial estava claramente condicionada à finalidade essencial e à prestação de contas detalhada.
Mas a prioridade da gestão mudou rapidamente.
O secretário de Planejamento, Simão Cirineu (SEPLAN), encaminhou ofício destacando que, diante da proximidade do evento carnavalesco e do cumprimento do regime de duodécimo, seria necessário acionar a Procuradoria-Geral do Município para viabilizar medidas judiciais que assegurassem a “necessidade pública de caráter inadiável”: o Carnaval.
Na prática, o prefeito apresentou nova petição ao desembargador solicitando abertura de créditos orçamentários específicos para custear as despesas do Carnaval 2026, classificando-as como urgentes e relevantes.
E mais: mesmo antes de nova decisão judicial, a gestão municipal já determinou a suplementação de R$ 22.260.065,50 para a Cultura — movimentação considerada atípica e realizada às pressas. O processo na Seplan foi aberto na quinta-feira (12), às 13h16, logo após a decisão judicial anterior.
O contraste é inevitável.
Para suplementar mais de R$ 20 milhões para o Carnaval, a urgência é imediata. Para viabilizar hospital especializado no tratamento de câncer infantil, não há a mesma celeridade. Para garantir insumos e estrutura permanente na rede pública, o discurso é de entraves burocráticos.
Os vídeos em que o prefeito aparece confrontando vereadores e acusando a Câmara de travar recursos essenciais agora ganham novo contexto. Ao que tudo indica, o centro da disputa orçamentária não era a Saúde, nem a Educação. Era o Carnaval.
E a pergunta que fica é simples: qual é, de fato, a prioridade da gestão municipal?
JORNALISTA:JOSINALDO SOARES REGISTRO:0001662/MA

