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06/03/2026

DESCASO E INJUSTIÇA:19 ANOS DEPOIS: O CASO BERTIN E AS PERGUNTAS QUE CONTINUAM SEM RESPOSTA.

 A pergunta que não quer calar cade os verdadeiros culpados aonde estão.


Passaram-se 19 anos desde o assassinato do então prefeito de Presidente Vargas, Raimundo Bartolomeu Santos Aguiar, conhecido como Bertin. Mesmo após tanto tempo, uma pergunta continua ecoando na memória da população:

Onde estão os verdadeiros culpados?

O crime aconteceu na noite de 6 de março de 2007, na BR-222, quando Bertin retornava de São Luís para Presidente Vargas acompanhado de Pedro Pereira de Albuquerque, o “Pedro Pote”. No km 193, próximo ao município de Itapecuru-Mirim, o veículo em que estavam foi interceptado.
Segundo as investigações, os autores eram policiais militares que, na época, atuavam no destacamento da cidade.

Durante a emboscada, Bertin foi atingido por disparos de arma de fogo e morreu no local. Pedro Pote também foi baleado, mas conseguiu sobreviver e posteriormente reconheceu os responsáveis.
O julgamento que demorou mais de uma década
Somente 11 anos após o crime, a Justiça levou os acusados a julgamento.

Os ex-policiais militares José Evangelista Duarte Santos, Benedito Manoel Martins Serrão e Raimundo Nonato Gomes Salgado foram condenados a 34 anos, 4 meses e 15 dias de prisão em regime fechado.
O julgamento ocorreu na 2ª Vara Criminal da comarca de Itapecuru-Mirim e contou com a atuação de promotores do Ministério Público do Estado do Maranhão.

De acordo com o Ministério Público, o assassinato foi classificado como crime de encomenda, ou seja, executado por alguém, mas planejado ou ordenado por outra pessoa.

A surpresa após a condenação

Após a condenação, esperava-se que os responsáveis começassem a cumprir a pena imposta pela Justiça.
No entanto, a concessão de habeas corpus em menos de 100 dias causou indignação entre familiares e parte da população.

A pergunta que surge é inevitável:

como uma condenação superior a 34 anos pode resultar em liberdade tão rapidamente?
Outro ponto que chama atenção é que o suposto mandante do crime nunca foi oficialmente levado a julgamento, apesar das investigações apontarem que o assassinato teria sido encomendado.

Silêncio e sensação de impunidade

Na época do crime, o caso teve grande repercussão em todo o Maranhão. Ainda assim, ao longo dos anos, muitos questionam o silêncio de parte da imprensa e a demora na conclusão total das investigações.

Enquanto isso, a família da vítima e a população de Presidente Vargas continuam convivendo com a sensação de que a história ainda não foi totalmente esclarecida.
Casos semelhantes no estado tiveram respostas em poucos meses. Já o caso Bertin segue cercado de dúvidas.

A pergunta que ainda precisa ser respondida
Depois de 19 anos, o caso ainda deixa uma questão central:
Quem mandou matar Bertin?

Enquanto essa pergunta não tiver resposta definitiva, o sentimento de justiça incompleta continuará presente na memória da população.


JORNALISTA:JOSINALDO SOARES
REGISTRO:0001662/MA

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