Um grave acidente registrado no povoado Retiro, a apenas 2 km da sede do município, escancarou o nível de abandono enfrentado pela população, especialmente na zona rural.Segundo denúncias de moradores, a ambulância do município simplesmente não foi enviada ao local.O motivo revolta ainda mais: uma norma interna da própria prefeitura proíbe que o veículo trafegue em estrada de chão — justamente onde vive grande parte da população.Na prática, isso significa que, para muitos moradores, o acesso ao socorro de urgência simplesmente não existe.Sem alternativa, o atendimento às vítimas foi feito de forma improvisada, utilizando dois veículos modelo Renault Kwid — carros de passeio, sem qualquer estrutura para primeiros socorros, transporte adequado ou suporte à vida.VT
A cena, segundo testemunhas, foi de desespero e indignação. “Se fosse algo mais grave, alguém poderia ter morrido. Isso é brincar com a vida das pessoas”, relatou um morador.
A situação levanta questionamentos graves: para que serve uma ambulância que não pode chegar até quem precisa? Qual o critério adotado pela gestão para definir quem merece atendimento?
A decisão de restringir o uso da ambulância expõe não apenas falta de planejamento, mas também um preocupante desprezo pela realidade das comunidades rurais, onde estradas de chão são regra, não exceção.
Enquanto isso, a população segue desassistida, contando com a própria sorte e com improvisos perigosos em momentos que exigem rapidez, estrutura e profissionalismo.
Diante da gravidade do caso, cresce a pressão para que a prefeitura se manifeste e, mais do que isso, apresente soluções imediatas.
Porque quando o socorro não chega, o que está em jogo não é apenas gestão — é a vida.
JORNALISTA:JOSINALDO SOARES
REGISTRO:0001662/MA
FONTE:WWW.BLOGVALEDOITAPECURU.COM.BR
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