O episódio registrado em Presidente Vargas não é apenas revoltante — é um retrato explícito do desprezo com o interesse público. No único dia reservado para sessões legislativas, vereadores decidiram fechar a Câmara Municipal para participar de um ato político, ignorando completamente suas obrigações com a população.
A decisão escancara prioridades invertidas. Em vez de estarem no plenário debatendo projetos, fiscalizando recursos públicos e ouvindo as demandas da cidade, os parlamentares optaram por simplesmente desaparecer do seu principal compromisso semanal.
Na prática, o recado é claro: o trabalho legislativo ficou em segundo plano.
O mais grave é que essa não é uma situação isolada. Moradores já denunciam, há tempos, a constante falta de sessões, a baixa produtividade e a ausência de resultados concretos por parte do Legislativo. O que deveria ser a “casa do povo” tem se transformado, para muitos, em um espaço fechado, distante e cada vez menos útil para quem realmente precisa.
Ao cancelar o único dia de sessão, os vereadores não apenas deixam de trabalhar — eles anulam completamente a função legislativa da semana, comprometendo debates importantes e atrasando decisões que impactam diretamente a vida da população.
Diante disso, cresce a indignação e, principalmente, a cobrança. Afinal, o mandato não é favor, é responsabilidade. E a cadeira ocupada na Câmara não pertence ao vereador — pertence ao povo.
Fica o questionamento que ecoa nas ruas:
se nem no único dia de trabalho os vereadores cumprem sua função, o que, de fato, estão fazendo pelo município?
E mais: até quando a população vai aceitar esse tipo de postura sem reação?
JORNALISTA:JOSINALDO SOARES
REGISTRO:0001662/MA
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