VÍTIMAS
A maior ofensiva das forças de segurança dos últimos dias na Baixada Maranhense segue avançando e já apresenta desdobramentos importantes.
A maior ofensiva das forças de segurança dos últimos dias na Baixada Maranhense segue avançando e já apresenta desdobramentos importantes.
A megaoperação montada para localizar e prender os envolvidos na chacina que vitimou a gestante Samira Costa Correia, de aproximadamente três meses de gravidez, e seu filho Yan Kaleb Costa Santos, de apenas 4 anos, resultou na morte de cinco suspeitos durante confrontos com a polícia. As buscas pelos demais investigados continuam em várias cidades da região.
O crime, que provocou forte comoção em todo o Maranhão, ocorreu na noite da última sexta-feira (10), no povoado Olho d'Água dos Bodes, em São João Batista. Segundo as investigações, cerca de 15 homens fortemente armados invadiram a residência da família, executaram mãe e filho e, em seguida, incendiaram o imóvel na tentativa de destruir provas e ampliar o cenário de terror.
A violência da ação impressionou até mesmo os investigadores. No local do crime, a perícia recolheu aproximadamente 100 cápsulas de munições de diversos calibres, evidenciando o alto poder de fogo utilizado pelos criminosos e o planejamento da ofensiva.
De acordo com a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-MA), a principal linha de investigação aponta que a chacina tenha sido motivada por uma disputa entre facções criminosas. Conforme a Polícia Civil, o verdadeiro alvo seria o companheiro de Samira, que teria rompido ou mudado de organização criminosa sem autorização, hipótese que ainda está sendo aprofundada pelas equipes responsáveis pelo caso.
Durante a operação, morreram em confrontos com as forças de segurança os investigados Joelson Braga Araújo, conhecido como "Macaco", David João Gaspar Penha, o "Mucurão", João Henrique Lindoso Silva, conhecido como "João Preto", além de Roberdan Fonseca Gomes e Daniel Braga Araújo.
CPFS CANCELADO
Segundo as autoridades, todos eram investigados por suposta participação na chacina. As circunstâncias de cada confronto serão apuradas conforme os procedimentos legais.
A ofensiva mobiliza um grande aparato das forças de segurança, reunindo equipes da Polícia Civil, Polícia Militar, Centro Tático Aéreo (CTA), Perícia Oficial, Canil e setores de Inteligência. O objetivo é identificar, localizar e responsabilizar todos os envolvidos no ataque.
Apesar do avanço da operação, a investigação ainda está longe de ser encerrada. Os policiais continuam cumprindo diligências, coletando provas e buscando identificar outros integrantes do grupo criminoso que participaram da ação.
A chacina de São João Batista é considerada um dos crimes mais bárbaros registrados recentemente na Baixada Maranhense e reforça o desafio enfrentado pelas autoridades no combate às organizações criminosas que disputam território na região.
Importante: Os nomes citados nesta reportagem são de pessoas apontadas pelas autoridades como investigadas por suposta participação no crime.
A responsabilidade criminal individual de cada investigado será definida ao longo da investigação e do devido processo legal, garantindo-se o direito ao contraditório e à ampla defesa.
JORNALISTA JOSINALDO SOARES
REGISTRO:0001662/MA
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