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07/07/2026

OPERAÇÃO FAKE FISHER: POLÍCIA FEDERAL DESMONTA ESQUEMA MILIONÁRIO DE FRAUDES NO SEGURO DEFESO E MIRA ADVOGADOS E AGENCIADORES NO MARANHÃO

                       Polícia Federal.
A atuação de uma organização criminosa suspeita de desviar milhões de reais dos cofres públicos por meio de fraudes no Seguro Defeso voltou a colocar o Maranhão no centro das investigações da Polícia Federal. Na manhã desta terça-feira (7), a Força-Tarefa Previdenciária deflagrou a Operação Fake Fisher, cumprindo mandados de busca e apreensão contra investigados apontados como integrantes de um sofisticado esquema de fraudes previdenciárias.

A operação foi coordenada pela Polícia Federal, com apoio da Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social (CGINP), do Ministério da Previdência Social, e representa mais um desdobramento da Operação Fake ID, realizada em 2023, que já havia revelado indícios de irregularidades na concessão do Seguro Defeso.

Esquema envolvia escritório de advocacia e agenciadores

As investigações apontam que um escritório de advocacia, juntamente com agenciadores e intermediários, teria estruturado uma rede para captar pessoas interessadas em receber indevidamente o benefício. Segundo a apuração, os envolvidos simulavam vínculos dos requerentes com a atividade de pesca artesanal, requisito indispensável para a obtenção do Seguro Defeso.

O benefício é destinado exclusivamente a pescadores artesanais profissionais que ficam impedidos de exercer a atividade durante o período da piracema, quando a pesca é proibida para garantir a reprodução das espécies.

De acordo com os investigadores, o grupo atuava de forma organizada, reunindo documentação e promovendo pedidos em larga escala para obter vantagens ilícitas junto ao INSS.

Prejuízo milionário aos cofres públicos

Conforme levantamento da Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social, já foram identificados 552 benefícios concedidos de forma suspeita, gerando um prejuízo estimado em R$ 3,7 milhões aos cofres da Previdência Social.

Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em residências e escritórios profissionais, na cidade de São Luís, com acompanhamento de representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em respeito às prerrogativas da advocacia.

Crimes investigados

Os investigados poderão responder pelos crimes de:
Estelionato majorado contra o INSS;
Associação criminosa;
Falsificação de documento público.

A Polícia Federal busca agora reunir novas provas, apreender documentos, equipamentos eletrônicos e identificar outros possíveis integrantes do esquema.
Investigação pode alcançar novos envolvidos
A expectativa dos investigadores é que o material apreendido durante a operação revele a extensão da organização criminosa e a possível participação de novos beneficiários, intermediários e colaboradores responsáveis por alimentar o esquema fraudulento.

Caso as suspeitas sejam confirmadas, o caso poderá resultar em novas fases da investigação, além do bloqueio de bens, cancelamento dos benefícios irregulares e responsabilização criminal dos envolvidos.

A Operação Fake Fisher reforça o combate aos crimes contra a Previdência Social e evidencia a atuação integrada entre os órgãos de fiscalização para impedir o desvio de recursos públicos destinados a trabalhadores que realmente têm direito aos benefícios.

JORNALISTA:JOSINALDO SOARES 
REGISTRO:0001662/MA

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