Notícia-crime questiona metodologia utilizada pelo instituto, que é acusado de favorecer o pré-candidato Eduardo Braide; caso também pede atuação do Ministério Público.
Uma denúncia protocolada junto à Polícia Federal colocou o Instituto Veritá no centro de uma grave suspeita de possível fraude em pesquisa eleitoral divulgada no Maranhão.
A Notícia-Crime, apresentada neste sábado (1º), questiona a metodologia empregada pelo instituto e levanta dúvidas sobre a confiabilidade dos resultados, que apontam ampla vantagem do pré-candidato ao Governo do Maranhão, Eduardo Braide (PSD).
De acordo com a denúncia, há indícios de inconsistências na forma como os entrevistados teriam sido selecionados. Um dos principais pontos levantados é que, ao mesmo tempo em que o Instituto Veritá afirma ter utilizado critérios estatísticos para definir a amostra, também informa que a participação ocorreu de forma voluntária por meio de uma plataforma eletrônica.
Para os autores da representação, essa combinação de informações gera dúvidas sobre a representatividade da pesquisa e abre espaço para possíveis distorções nos resultados, caso não haja mecanismos capazes de impedir que apenas pessoas interessadas em determinado candidato participem do levantamento.
A denúncia foi encaminhada à Polícia Federal e também solicita o acompanhamento do Ministério Público, que poderá apurar se houve eventual prática de ilícitos relacionados à divulgação de pesquisas eleitorais.
Outro ponto destacado é que a divulgação dos números ocorre às vésperas da convenção partidária de Eduardo Braide, momento considerado estratégico para a formação de alianças políticas. Segundo a representação, pesquisas que indiquem ampla vantagem de um pré-candidato podem influenciar negociações partidárias e a composição de coligações.
O Instituto Veritá também é citado na denúncia por já ter enfrentado questionamentos sobre levantamentos eleitorais em outros estados brasileiros, onde algumas pesquisas chegaram a ser suspensas por decisões da Justiça Eleitoral, conforme alegado pelos denunciantes.
Caso sejam comprovadas irregularidades após a investigação e eventual julgamento pelas autoridades competentes, o instituto poderá sofrer as sanções previstas na legislação eleitoral. Até o momento, entretanto, não há decisão judicial reconhecendo fraude na pesquisa mencionada, e as apurações ainda estão em fase inicial.
O espaço permanece aberto para manifestação do Instituto Veritá e das demais partes citadas sobre as acusações apresentadas na Notícia-Crime.
JORNALISTA:JOSINALDO SOARES
REGISTRO:0001662/MA.
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